domingo, 2 de agosto de 2009

A ginastica

Quando ouvimos falar de ginástica, nem sempre nos vem à cabeça as mesmas imagens. Vamos tirar a prova?
Quando a Daiane dos Santos faz as suas séries de saltos e piruetas, ela está praticando a ginástica artística. No caso das meninas que fazem coreografias com arcos, fitas, bolas, cordas, também é ginástica, mas essa é a rítmica. Aquela aula que o pessoal faz nas academias com exercícios abdominais, flexões de braço e exercícios com pesinhos, no ritmo de músicas é a ginástica localizada, e tem também aquela que os alunos fazem nas academias no ritmo de músicas com alguns passinhos coreografados, que é a ginástica aeróbica. Tem também a ginástica acrobática, a ginástica geral, o trampolim acrobático e os diversos tipos de ginásticas de academia que aparecem a cada dia como o Body Combat, Body Pump, Pilates , Spinning, etc. Ah, tem ainda a ginástica corretiva que é aquela realizada para reabilitação do corpo, a ginástica laboral que é aquela que os trabalhadores realizam durante a jornada de trabalho para compensar os esforços repetitivos... É, parece que não vai ser fácil falarmos sobre esse tema, então é melhor começarmos sabendo um pouco mais sobre a história da ginástica.

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Ginástica Artística
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A palavra ginástica na história da humanidade durante muito tempo acabou servindo de sinônimo para tudo aquilo que hoje chamamos de exercício físico. Nem faz tanto tempo assim, as aulas de Educação Física ainda eram chamadas de aula de ginástica e muita gente ainda a chama assim e trata de ginástica qualquer tipo de esforço físico como uma caminhada ou andar de bicicleta.
Segundo o Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, a palavra Ginástica vem do grego Gymnastiké e significa a “Arte ou ato de exercitar o corpo para fortificá-lo e dar-lhe agilidade. O conjunto de exercícios corporais sistematizados, para este fim, realizados no solo ou com auxílio de aparelhos e aplicados com objetivos educativos, competitivos, terapêuticos, etc.”.

Na Grécia nasceu o ideal da beleza humana, o qual pode ser observado nas obras de arte espalhadas pelos museus em todo o mundo, onde a prática do exercício físico era altamente valorizada como educação corporal em Atenas e como preparação para a guerra em Esparta. O fato de ser a Grécia o berço dos Jogos Olímpicos, disputados 293 vezes durante quase 12 séculos (776 a.C. - 393 d.C.), demonstra a importância da atividade física nesta época. Na origem grega da palavra ginástica ela tem o significado de exercitar-se nu, sendo que esta era a forma como se exercitava na Grécia Antiga e inclusive a forma como os atletas competiam nas Olimpíadas daquela época.

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Ginática Européia do início do século XX
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Os exercícios militares, de preparação para a guerra, jogos, lutas, acrobacias, atletismo, acrobacias, equitação, esgrima, danças, etc., são todas atividades que aparecem relacionadas ao nome ginástica desde a Antigüidade na história da humanidade. A partir do século XIX, o termo ginástica assume o significado atual, nascendo nesta época as escolas e movimentos ginásticos europeus. Nesta época surgem surgiram quatro grandes escolas: a Escola Inglesa, a Escola Alemã, a Escola Sueca e a Escola Francesa, sendo a primeira mais relacionada aos jogos, atividades atléticas e ao esporte. As demais escolas foram as responsáveis pelo surgimento dos principais métodos ginásticos caracterizados por movimentos repetitivos, seqüenciados e localizados.

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Qual o tipo de ginástica?
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Apenas para ficar mais fácil de analisarmos os diferentes tipos de ginásticas que foram surgindo com o tempo podemos dividi-las em 3 categorias principais, que seriam:
- As ginásticas de competição e apresentação como a ginástica geral e a ginástica artística.
- As ginásticas de condicionamento físico como a ginástica localizada e a ginástica aeróbica.
- As ginásticas terapêuticas como a ginástica corretiva e a ginástica laboral.
Aos poucos estaremos aprendendo um pouco mais sobre cada um destes tipos de ginásticas.

A ginástica artística


A ginástica artística é uma das modalidades de ginástica mais conhecidas no mundo. Também conhecida como ginástica olímpica, este tipo de ginástica caracteriza-se por movimentos acrobáticos e harmoniosos, realizados em diferentes tipos de aparelhos que possuem suas especificidades para as provas masculinas e femininas.
As competições de Ginástica Artística apresentam uma complexidade muito grande, o que às vezes dificulta o entendimento de algum resultado, ou mesmo como se chega ao ganhador de um campeonato.

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Atividade interativa
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Existem as competições por equipes e as competições individuais. As equipes são compostas por seis ginastas, mas somente três competem em cada aparelho, sendo que a soma de todas as notas em todos os aparelhos determina a equipe campeã. Nas competições individuais, os oito ginastas que obtiverem as oito melhores notas em cada aparelho são classificados para a final. O mesmo ginasta pode ganhar em vários aparelhos.

* Aparelhos masculinos: solo, cavalo com alças, argolas, salto, barras paralelas e barra fixa.
* Aparelhos femininos: salto, barras paralelas assimétricas, trave de equilíbrio e solo acompanhado com música.

A Ginástica Artística que conhecemos atualmente teve seu início no século XVIII, quando desabrocharam na Europa vários movimentos ginásticos, que renovaram os métodos e sistemas da atividade física. Foi nesse cenário que dois movimentos surgiram e tiveram rápida divulgação, são eles: a escola alemã com seus movimentos ritmados e lentos e a escola sueca com base em aparelhos. Esses movimentos influenciaram o alemão Friedrich Ludwig Jahn (1778-1852), considerado o “pai da ginástica”, que criou a estrutura básica dos elementos ginásticos, partindo da execução do mais simples ao mais complexo com seqüências de elementos e exercícios definidos e padronizados, que hoje representam o pilar da modalidade.

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A ginasta romena Nadia Comaneci
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Nas décadas de 1970 e 1980 a ginástica artística viveu um período de grande evolução, com a hegemonia dos países do Leste Europeu. A soviética Olga Korbut e a romena Nádia Comaneci, colocaram seus nomes na história do esporte mundial com performances de tirar o fôlego de qualquer um.
Nos Jogos Olímpicos de Montreal em 1976, Nádia Comaneci, com apenas 14 anos, tornou-se a primeira ginasta a obter uma nota 10 em uma competição de ginástica. E ela foi mais além, obteve mais 6 notas 10 e voltou para a casa com três medalhas de ouro, uma de prata e uma de bronze. Ícone nacional na Romênia acumulou títulos olímpicos, mundiais e europeus. Sua imagem graciosa no solo ao som de uma música folclórica levou o mundo a render-se aos encantos da Ginástica Artística. Hoje, a ginasta Nádia Comaneci e seu ex-técnico Bela Karoli vivem nos Estados Unidos desenvolvendo a modalidade em escolas e universidades americanas.

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Daiane dos Santos
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Com a queda do Muro de Berlim e a decadência do comunismo nos países do Leste Europeu, surge uma nova fase para o crescimento da modalidade. Os técnicos, treinadores e ex-ginastas partem de seus países na busca de empregos e oportunidades e com a tradição aliada à massificação da ginástica em seus currículos, transformam o panorama mundial. Prova disso é o salto que deu a Ginástica brasileira nos últimos anos com a chegada do técnico Oleg Ostapenko, integrante e responsável pela Seleção Brasileira de Ginástica, além de outros profissionais que também atuam em nosso país dirigindo seleções municipais e estaduais que vão formando a base desse esporte e ajudando na lapidação de talentos da ginástica como Daiane dos Santos, Daniele Hipólito, Camila Comin, Laís Souza e Diego Hipólito, entre outras estrelas.

Práticas corporais alternativas


Para iniciarmos nossa conversa sobre as Práticas Corporais Alternativas, é necessário assumirmos que nós não temos um corpo simplesmente, nós somos um corpo, que sente, se movimenta, percebe, pensa, interage e que estas percepções são influenciadas por nosso estilo de vida e por nossa cultura.
As Práticas Corporais Alternativas correspondem àquelas atividades corporais que não são tradicionais na nossa cultura, elas incluem as concepções orientais e ocidentais de práticas corporais e de saúde, representadas por atividades como relaxamento, auto-conhecimento, massagem, técnicas respiratórias, etc.

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Sensibilização corporal
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Vocês já pararam para pensar em como nós fazemos um uso limitado de nossos sentidos? Transitamos pela nossa vida diária sem prestar atenção nas sutilezas dos nossos sentidos: audição, tato, olfato, paladar, visão e intuição. A poluição sonora, visual e olfativa nos instiga a não atentar aos detalhes de paisagens, odores e sons (até mesmo do nosso próprio corpo). Os alimentos excessivamente industrializados/ modificados e as refeições rápidas deixam o paladar menos sensível. Prova disso é que quando experimentarmos alimentos sem que antes tenhamos olhado-os, percebermos que seu gosto parece ser diferente.

O auto-conhecimento consiste em aguçar o sentido por meio de práticas que estimulam os órgãos do sentido, bem como a prática de exercícios respiratórios ou de relaxamento.

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Relaxamento
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O relaxamento, na verdade não é somente um descanso quando vamos dormir ou um cochilo qualquer, mas sim a vigilância interior e máxima concentração, sendo que no relaxamento completo, distanciamos-nos das coisas, sejam elas importantes ou não, distanciamos-nos do cotidiano e, neste instante, vemos como todos os nossos problemas se tornam menores ou insignificantes.

Na nossa sociedade o toque é algo que sustenta muitos significados, podendo passar por caminhos negativos ou positivos. Dependendo das experiências que o indivíduo teve durante sua vida, o toque pode trazer à memória lembrança positivas, como: ter recebido carinho dos pais, ter recebido atenção ao ter se machucado ou mesmo ter recebido um cafuné num momento de tristeza. Em um outro extremo, se a criança sofreu muitas agressões físicas ou verbais ou se conviveu/convive em um ambiente de muito desrespeito e violência entre as pessoas, o contato corporal poderá ser sempre relacionado a fatos desagradáveis.

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Massagem
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A automassagem tem a pretensão de aguçar, nos seus praticantes, os reflexos naturais do seu corpo e relaxar as áreas tensionadas, ou seja, fazer com que o indivíduo conheça melhor o seu próprio corpo. Ela pode ser considerada uma forma de auto-cura e uma oportunidade de se atingir o bem-estar.
Qualquer massagem, atuando como purificador mecânico, alimenta a irrigação dos tecidos se eles não estão sendo atingidos adequadamente pelas redes linfática e sanguínea, e remove as causas da fadiga e de eventuais inflamações. Exatamente por isso a massagem indiretamente aumenta o tônus muscular (estado normal de tensão do músculo), na medida em que estimula sua capacidade de se contrair adequadamente. Além de propiciar uma profunda sensação de relaxamento, ela melhora também a circulação, estabiliza o equilíbrio líquido dos tecidos e alivia a tensão excessiva.


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